Os 40 anos de Woodstock

w2O Woodstock, festival de rock mais famoso da história, aconteceu no período entre os dias 15 e 18 de agosto de 1969, numa fazenda na cidadezinha de Bethel, no estado de New York. Criado pelo promotor Michael Lang com Artie Kornfeld, John Roberts e Joel Rosenman, o evento reuniu 32 artistas. No filme/documentário, lançado em 1970, aparecem 22 deles. O filme ganhou o Academy Award® como melhor documentário. No local do festival foi erguido um museu chamado Bethel Woods Center Of Arts, que conta a história da decada de 60, destacando Woodstock como um acontecimento ligado à arte, com exibições multimídia e até eventos educacionais.

Para comemorar esses quarenta anos do festival de Woodstock, será lançada, no dia nove de junho, uma caixa especial contendo três DVDs. Neles está incluída a versão do diretor com quatro horas de duração, mais duas horas de performances inéditas. Foram mais de 300 horas de gravação e uma platéia de cerca de 500 mil pessoas durante os três dias do evento. Muitos estão questionando essas restaurações, principalmente no que se refere ao som, pois alguns fãs estão protestando contra os chamados “overdubs” feitos para restaurar as gravações. Por exemplo, o início da música “Soul Sacrifice” de Carlos Santana, tinha uma percussão especial que quase não aparecia na gravação original. Como o percussionista da banda de Santana já morreu, chamaram seu filho no estúdio e regravaram essa percussão. O “overdub” é um recurso muito usado para consertar eventuais erros e falhas nas gravações ao vivo. Seria o equivalente a uma cobertura de possíveis defeitos de gravação.

 O ano de 1969 foi importante na história, pois, além do festival de Woodstock, foi o ano que o homem pisou na Lua. O festival também serviu como um protesto do movimento hippie contra a guerra do Vietnã, que estava no seu auge. Foi também a plataforma para o estrelato de gente como Jimi Hendrix, Janis Joplin, Jefferson Airplane e The Who, que em 1967, já haviam chocado o mundo com suas performances no Festival de Monterey, na California. Outros grandes nomes também se destacaram graças ao Woodstock como, Joe Cocker (sua performance de “With a Little Help From My Friends” se tornou lendária), Crosby, Stills, Nash & Young, Sly & The Familly Stone, Richie Havens, Canned Heat, Joan Baez, Ten Years After e Creedence Clearwater Revival.

 Para os mais fanáticos, vale lembrar que a foto que ilustra o texto faz parte da minha coleção a caixa com quatro CDs que reúne os dois discos oficiais do festival de Woodstock, em 1969, (um triplo e um duplo) e mais alguma coisa. Acho que não é preciso falar do festival em si. Houve algumas ausências famosas: Led Zeppelin, Doors, Moody Blues e Jethro Tull recusaram o convite; Jeff Beck Group ia tocar, mas o grupo se separou pouco antes, Iron Butterfly não conseguiu chegar ao local a tempo etc. etc. etc.

Ainda assim, nesses quatro CDs está o perfeito retrato da era mais criativa do rock. Tão paradigmático desse estilo que, por mero acaso, foi aberto e fechado por dois geniais artistas negros – uma reverência não intencional à alma africana do estilo. Entre a voz arrebatadora e o violão nervoso de Richie Havens e a guitarra sobre-humana do deus Hendrix, o rock seminal do Who, a chatice engajada de Joan Baez, a apresentação instrumental de Santana, o rock sulista do Creedence, o funk  do Sly And Family Stone e tantos outros estilos e genialidades.

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