Arquivo para julho, 2009

King Crimson – Starless and Bible Black (1974)

Posted in Músicas on 30/07/2009 by juliochan68

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Segundo disco da fase de 73 a 74 do King Crimson. Vejo seu estilo como o meio termo entre Lark’s Tongues in Aspic e Red, isto é, mais agressivo e com instrumentação um pouco mais coesa que o primeiro, mas ainda não tanto quanto o Red. Aproximadamente metade do disco é improvisado, as partes compostas combinam bem com as improvisadas e nelas se misturam. Talvez o Red seja um disco melhor para se começar a escutar King Crimson, mas este também é um bom início (o que não quer dizer que seja fácil de gostar).
O disco abre com a famosa “The Great Deceiver”, música com velocidade, energia e agressividade. “Lament” mantém a agressividade e a complexidade da primeira, perde um pouco em energia e velocidade, mas ganha em variação. “We’ll Let You Know”, apesar de curta, é uma das melhores improvisações do grupo: de início tímido, torna-se rapidamente forte, determinada e muito “quebrada” com a entrada do baixo do Wetton.
King Crimson é famoso por suas dissonâncias, “Night Watch” é mais uma boa amostra da capacidade do grupo de fazer ótimas músicas melódicas; desta linha, “Night Watch” é minha preferida. A partir desta, o disco começa a se tornar um pouco sombrio.
“Trio” é uma improvisação mais suave, sem bateria, lembra um pouco o clima do Islands (Bruford aparece nos créditos desta música por ter sentido que era melhor não tocar). “The Mincer” é uma boa música improvisada com vocal (John Wetton cantou depois de gravarem a improvisação?). Por mim, esta música não precisava ser colocada neste disco, acho que “Trio” já tinha preparado perfeitamente o clima para a entrada de “Starless and Bible Black” — experimente pular a sexta faixa.
“Starless and Bible Black” é a última música improvisada do disco. Aqui os instrumentos estão bem mais esparsos, seu clima é sombrio (não muito), é certamente a música de mais difícil assimilação do disco.
Esta otima obra do progressivo fecha com Fracture, única música composta somente por Robert Fripp, é aonde sua guitarra ganha especial peso e é uma das melhores músicas do grupo. Ela lembra a “Starless” do Red, mas não tem vocal e o clima de tensão crescente feito pela guitarra é, por mim, mais forte.
Enfim, é um dos discos essenciais do progressivo e, porque não, um dos melhores da banda.

Nektar – A Tab in the Ocean – 1972

Posted in Músicas on 30/07/2009 by juliochan68

untitledEste é o segundo álbum da banda inglesa Nektar, se afasta um pouco da psicodelia que o debuto ‘Journey to The Centre of The Eye” apresentava, sendo mais sinfônico e pesado. Este começa com a música título “A Tab in The Ocean” um épico de aproximadamente 17 minutos, com certeza é o píco do álbum e a mais progressiva delas, não tenho muito o que falar dela pois é única e não tem muitos comparativos. Segue então a segunda faixa “Desolation Valley”, também sinfônica mostra de uma vez como a banda trabalha nas partes instrumentais que são bem dividas não dando muita ênfase a único instrumento mas sim ao todo, uma ótima música com excelentes variações. As duas últimas músicas “Cryin’ in The Dark” e “King of Twilight” são mais pesadas, com uma pegada mais hard-rock, lembrando que a banda Iron Maiden fez cover destas duas sendo uma inegável inflûencia no som deles. “A Tab In The Ocean” está entre os dois melhores álbums do Nektar na minha opinião (sendo o outro o fantástico “Remember The Future”), uma ótima introdução a está extraordinária banda.

Richard Wright – Wet Dream (1978)

Posted in Artes, Afins e Literatura with tags , on 28/07/2009 by juliochan68

Richard Wright - Wet Dream (1978)Este é o melhor disco solo de um Floyd até hoje, musicalmente falando. Traz uma grande harmonia com as canções de Wright lançadas no Pink Floyd como “Remember a Day”, “See-Saw” e “Summer 68”, respectivamente de Saucerful of Secrets, de 1968, e Atom Heart Mother. Este é o primeiro dos três álbuns solo que Richard Wright realizou: Wet Dream em 1978 acompanhado por Mel Collins (sax), Snowy Whithe (guitarra), Larry Steele (baixo) e Reg Isadore (bateria).

Josefus – Get Off My Case 1969

Posted in Músicas with tags , on 26/07/2009 by juliochan68

Josefus - frontNem só de Sabbath, Led e Purple se alimentou o Rock Pesado feito entre 1968-1978, muitas ‘pérolas perdidas’ foram lançadas naqueles tempos, meu objetivo  é tentar resgatar um pouco da trajetória destes heróis quase anônimos, de uma época onde as bandas eram chamadas de ‘conjuntos’ e os shows de ‘concertos’!

Vamos falar de uma banda pouco conhecida chamada Josefus que foi uma das primeiras bandas a atravessar a ponte do hard rock, do final dos anos 60, para o heavy metal, do início dos anos 70. Os dois álbuns lançados nesta época são extremamente influenciados pelo Led Zeppelin, e por outras bandas de rock, britanicas e americanas, do final dos anos 60. Algumas bandas de blues rock também influenciaram o grupo.

O Josefus teria se tornado uma das grandes bandas de Hard rock dos 70 se não tivessem cometido a asneira de assinarem com duas gravadoras ao mesmo tempo, uma delas o selo Bizarre de Frank Zappa, que entrou na justiça e aí os caras ficaram sem disco na praça… assim reza a lenda.
Get Off My Case é meu predileto….Blues e psicodelia, e outras delícias estão presentes no som dos caras…Formada em 1969 e dissolvida em 1970 nos deixou este excelente álbum.

 

Freedie King – Burglar / Larger Than Life

Posted in Músicas with tags , on 26/07/2009 by juliochan68

Freddie King - Burglar & Larger Than LifeSonzeira, sonzeira, sonzeira!! esse som é bom demais!!

O texano Freedie King mudou-se para Chicago em 1950 onde conheceu e tocou com grandes nomes do circuito do blues da época e possui uma vasta discografia desde seus primeiros anos na gravadora Federal Label até seus últimos momentos na Shelter Records.
Vale a pena conferir seus dois últimos trabalhos lançados pela Shelter Records, Burglar (1974) e Larger Than Life (1975). Conheci Burglar através de um amigo, que a muito tempo garimpa comigo raridades. Recentemente estava em um churrasco na chácara desse meu  amigo e entre uma cerveja e outra ele rolou Freddie King.
Caramaba,  naquela tarde! Ouvi Freddie King com outros “olhos”  e aí então me dei conta do quanto esse disco é excelente e a atmosfera que envolve a audição desse belíssimo trabalho.
Freddie King faleceu em 1976 vítima de ataque cardíaco, aos 42 anos de idade, deixando uma imensa discografia e esses dois últimos petardos do blues.
Muito mais que blues, Burglar tem um groove violento, arrepiante e contagiante, com uma guitarra inacreditavelmente ardente.
Quando escuto esse play posso sentir as labaredas de fogo saindo pelas caixas acústicas, tamanha empolgação e supra-sumo que essa maravilha do blues setentista proporciona.
É um pecado ouví-lo sem convidar a turma para tomar uma cerveja junto e curtir cada faixa do disco.
Blues com pitadas de soul, funk e jazz em pleno ano de 1974 fazem de Burglar pura alegria e feeling à flor da pele.
Se não, ouça Sugar Sweet, Pack It Up, She’s A Burglar, I Got The Same Old Blues, Texas Flyer ou My Credit Didn’t Go Through e diga que ficou estático.
Larger Than Life é um mix de músicas gravadas ao vivo em um concerto em Armadillo e outras em estúdio. Não é tão brilhante quanto o antecessor, mas é muito bom também, vale a pena conferir.

Steppenwolf 7

Posted in Músicas with tags on 22/07/2009 by juliochan68
Steppenwolf - 7 - FrontSe você pensa que o Steppenwolf só fez Born To Be Wild de legal, está  enganado. Bandaça, sem precedentes, o mais puro rock ‘n’ roll energético e empolgante.
Apesar do título, 7 é o quinto álbum da banda e foi lançado em 1970. Em minha opinião é um dos melhores trabalhos do grupo – e olhe que a discografia dos caras entre os 60’s e 70’s é incrível.
Mas 7 trás um Steppenwolf mais maduro, apurado e mais objetivo. Difícil destacar algumas músicas pois esse trabalho é extremamente regular. Ótimo disco pra quem não conhece fica a dica. 

The Allman Brothers – Cow Palace San Francisco 1973

Posted in Músicas on 22/07/2009 by juliochan68
Allman Brothers - Cow Palace 1973Banda que eu curto demais, este albúm foi gravado no Cow Palace, San Francisco, em 31 de dezembro de 1973, apresenta um show completo da banda, com inacreditáveis 210 minutos de duração!
Turnê do álbum Brothers And Sisters, o Allman apresenta todo o requinte e improvisos kilométricos característicos de sua música, para deleite e loucura dos fãs.
Músicas maravilhosas de Brothers And Sisters foram apresentadas nesse show histórico, como Come And Go Blues, Southbound e Wasted Words, além das clássicas Les Brers In A Minor, In Memory Of Elizabeth Reed, Whipping Post e Mountain Jam.
Detalhe: Jerry Garcia, Bill Kreutzman e Boz Scaggs participaram do show à partir de Whipping Post.
A formação na época era Gregg Allman (vocais, teclados e guitarra), Dickey Betts (guitarra e vocais), Butch Trucks e Jaimoe (baterias), Chuck Leavell (teclados) e Lamar Williams (baixo).