King Crimson – Starless and Bible Black (1974)

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Segundo disco da fase de 73 a 74 do King Crimson. Vejo seu estilo como o meio termo entre Lark’s Tongues in Aspic e Red, isto é, mais agressivo e com instrumentação um pouco mais coesa que o primeiro, mas ainda não tanto quanto o Red. Aproximadamente metade do disco é improvisado, as partes compostas combinam bem com as improvisadas e nelas se misturam. Talvez o Red seja um disco melhor para se começar a escutar King Crimson, mas este também é um bom início (o que não quer dizer que seja fácil de gostar).
O disco abre com a famosa “The Great Deceiver”, música com velocidade, energia e agressividade. “Lament” mantém a agressividade e a complexidade da primeira, perde um pouco em energia e velocidade, mas ganha em variação. “We’ll Let You Know”, apesar de curta, é uma das melhores improvisações do grupo: de início tímido, torna-se rapidamente forte, determinada e muito “quebrada” com a entrada do baixo do Wetton.
King Crimson é famoso por suas dissonâncias, “Night Watch” é mais uma boa amostra da capacidade do grupo de fazer ótimas músicas melódicas; desta linha, “Night Watch” é minha preferida. A partir desta, o disco começa a se tornar um pouco sombrio.
“Trio” é uma improvisação mais suave, sem bateria, lembra um pouco o clima do Islands (Bruford aparece nos créditos desta música por ter sentido que era melhor não tocar). “The Mincer” é uma boa música improvisada com vocal (John Wetton cantou depois de gravarem a improvisação?). Por mim, esta música não precisava ser colocada neste disco, acho que “Trio” já tinha preparado perfeitamente o clima para a entrada de “Starless and Bible Black” — experimente pular a sexta faixa.
“Starless and Bible Black” é a última música improvisada do disco. Aqui os instrumentos estão bem mais esparsos, seu clima é sombrio (não muito), é certamente a música de mais difícil assimilação do disco.
Esta otima obra do progressivo fecha com Fracture, única música composta somente por Robert Fripp, é aonde sua guitarra ganha especial peso e é uma das melhores músicas do grupo. Ela lembra a “Starless” do Red, mas não tem vocal e o clima de tensão crescente feito pela guitarra é, por mim, mais forte.
Enfim, é um dos discos essenciais do progressivo e, porque não, um dos melhores da banda.

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