Rock progressivo nacional

70_tercoO Terço foi (é), sem dúvidas nenhuma, uma das maiores bandas brasileiras de todos os tempos. A banda formou-se em 1969 com estes integrantes: Sérgio Hinds ( guitarra e vocal ), César de Mercês (baixo ) e Vinícius Cantuária ( bateria ). O primeiro disco foi lançado em 1970, com Jorge Amiden no lugar de César. O álbum era basicamente rock and roll dos anos 60, mas já com influência do rock progressivo.

Em 1973 lançam o álbum Terço, que consolidou o estilo do grupo. Firmando-se como a grande banda do estilo no país. Porém, foi em 1975 que eles lançaram o melhor disco de rock progressivo brasileiro: Criaturas da noite. Na época O Terço contava com sua melhor formação: Sério Hinds, Moreno ( bateria ), Magrão ( baixo ) e Flávio Venturini ( teclados, viola e vocal ). O álbum vendeu mais de meio milhão de cópias e foi o de maior sucesso da carreira do grupo. “1974”, tirada de “Criaturas da noite” pode ser considerada a maior música progressiva nacional e já foi até adaptada para uma peça de teatro nos EUA. Em 1976 é lançado mais um bom álbum com esta mesma formação: “Casa encantada”. Desta vez o grupo investiu mais em uma mistura de elementos brasileiros com o rock.

Após o disco de 76, Venturini deixa a banda para formar o 14 Bis. Com Magrão, Sérgio Hinds, Cezar de Mercês, Sérgio Caffa e Moreno, lançam em 1978 o disco 78 “Mudança de tempo”.

Uma outra formação, com Sérgio Hinds, Zé Portugal (baixo), Franklin Paolillo (bateria) e Ruriá Duprat (teclados) lançaria apenas em 1983 o “Som Mais Puro”.

Ficam então um bom tempo sem lançar nada até assinarem contrato com a gravadora Record Runner, lançando o cd “Time Travellers”, em 1993. O álbum é muito bom, com o grupo voltando às suas raízes. A formação era a seguinte: Sérgio Hinds (vocal, guitarra), Luíz de Bomi (teclados), Andrei Ivanovic (baixo) e Franklin Paollilo (bateria). No ano seguinte lançam um cd gravado ao vivo com orquestra sinfônica.

Em 1996 O Terço lançou um CD intitulado “compositores” pela gravadora Velas. A formação era basicamente a mesma do álbum anterior e o disco foi composto por clássicos da música popular brasileira como “Sangue Latino” dos Secos e Molhados.

O último álbum de estúdio e com canções inéditas do Terço chama-se “Spiral Words” e foi lançado em 1998. O som é progressivo com pitadas de pop/rock; o CD inclui ainda duas releituras: “1974” e “Crucis” ( de “Time travellers” ). A formação é a seguinte: Sérgio Hinds

( guitarra e back vocal ), Edu Araújo (guitarra e vocal ), Max Robert ( baixo ), Beto Côrrea

( teclados ) e Daniel Baeder ( bateria ).

Em 1999, André Gonzales assume o posto de Daniel Baeder na bateria e a banda lança o disco “Tributo a Raul Seixas”, uma homenagem aos dez anos de morte do grande roqueiro. O CD está indo muito bem e já é o título mais vendido da sua gravadora ( Movieplay ). Recentemente, Edu Araújo deixou a banda e em seu lugar foi recrutado Igor de Bruyn, que também integra o quarteto de cordas Kroma.

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